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Evolução funcional de pacientes graves submetidos a um protocolo de reabilitação precoce

By Fernanda Murata Murakami, Wellington Pereira Yamaguti, Mirian Akemi Onoue, Juliana Mesti Mendes, Renata Santos Pedrosa, Ana Lígia Vasconcellos Maida, Cláudia Seiko Kondo, Isabel Chateaubriand Diniz de Salles, Christina May Moran de Brito and Miguel Koite Rodrigues

Abstract

RESUMO Objetivo: Avaliar a evolu&#231;&#227;o funcional dos pacientes submetidos a um protocolo de reabilita&#231;&#227;o precoce do paciente grave da admiss&#227;o at&#233; a alta da unidade de terapia intensiva. M&#233;todos: Foi conduzido um estudo transversal retrospectivo, incluindo 463 pacientes adultos com diagn&#243;stico cl&#237;nico e/ou cir&#250;rgico, submetidos a um protocolo de reabilita&#231;&#227;o precoce. A for&#231;a muscular global foi avaliada na admiss&#227;o da unidade de terapia intensiva por meio da escala Medical Research Council. De acordo com a pontua&#231;&#227;o da Medical Research Council os pacientes foram alocados em um dos quatro planos de interven&#231;&#227;o, de acordo com a adequa&#231;&#227;o ou n&#227;o desses par&#226;metros, com a escala crescente do plano significando melhor status funcional. Os pacientes n&#227;o colaborativos foram alocados nos planos de interven&#231;&#227;o, conforme seu status funcional. A for&#231;a muscular global e/ou o status funcional foram reavaliados na alta da unidade de terapia. Por meio do comparativo entre o plano de Interven&#231;&#227;o na admiss&#227;o (Planoinicial) e na alta (Planofinal). Os pacientes foram categorizados em tr&#234;s grupos, de acordo com a melhora ou n&#227;o do status funcional: respondedores 1 (Planofinal > Planoinicial), respondedores 2 (Planofinal = Planoinicial) e n&#227;o respondedores (Planofinal < Planoinicial). Resultados: Dos 463 pacientes submetidos ao protocolo, 432 (93,3%) pacientes responderam positivamente &#224; estrat&#233;gia de interven&#231;&#227;o, apresentando manuten&#231;&#227;o e/ou melhora do status funcional inicial. Os pacientes cl&#237;nicos classificados como n&#227;o respondedores apresentaram idade superior (74,3 &#177; 15,1 anos; p = 0,03) e maior tempo de interna&#231;&#227;o na unidade de terapia intensiva (11,6 &#177; 14,2 dias; p = 0,047) e no hospital (34,5 &#177; 34,1 dias; p = 0,002). Conclus&#227;o: A manuten&#231;&#227;o e/ou melhora do status funcional admissional esteve associada com menor tempo de interna&#231;&#227;o na unidade de terapia intensiva e hospitalar. Os resultados sugerem que o tipo de diagn&#243;stico, cl&#237;nico ou cir&#250;rgico, n&#227;o &#233; definidor da resposta positiva ao protocolo de reabilita&#231;&#227;o precoce

Topics: Reabilitação, Deambulação precoce, Exercício, Cuidados críticos, Guia de prática clínica, Unidades de terapia intensiva
Publisher: Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB
Year: 2015
OAI identifier: oai:periodicos.ibict.br.RevistaBrasileiradeTerapiaIntensiva:oai:scielo:S0103-507X2015000200161
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