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Cirurgia de revascularização do miocárdio com enxertos compostos

By PANIÁGUA Pedro R., REZENDE Maria C., CARRANZA Ricardo B., GOMES Cândido R. M., SABATOVICZ Jr. Nestor, MARQUES Dilma L. L., FRANCESCHINI Itacir A. and LIMA André Esteves

Abstract

Existem evidências das vantagens e influência na sobrevida dos pacientes revascularizados com a artéria torácica interna (ATI). Entretanto, outros enxertos foram introduzidos. O objetivo do presente estudo é mostrar as vantagens da revascularização completa do miocárdio com enxertos arteriais compostos e análise dos resultados a curto e médio prazos. Entre junho de 1992 e dezembro de 1997, 50 pacientes foram submetidos à cirurgia de revascularização completa do miocárdio com enxertos arteriais compostos. A idade variou de 41 a 88 anos, com média de 56 anos. Todos os pacientes foram avaliados segundo o protocolo de exames clínicos, ECG, raios X de tórax, ecocardiograma e cateterismo cardíaco. Apresentaram fatores de risco para doença arterial coronária: HAS em 28% diabete melito em 26%, tabagismo em 38% e dislipidemia em 50%. Neste grupo 44% tinham IAM prévio e 20% angina instável. Todos foram classificados segundo o grau de angina da Canadian Cardiology Society (CCS) e classe funcional segundo a New York Heart Association (NYHA). As lesões coronárias eram triarteriais em 46%, biarteriais em 38%, uniarteriais em 16% e lesão de tronco de coronária esquerda em 16%. Em 80% dos pacientes foi utilizada a circulação extracorpórea (CEC), hipotermia moderada e proteção intermitente do miocárdio. Em média foram 2,9 pontes por paciente. Em todos os casos a ATI foi utilizada com prolongamento de veia safena, em 6% veia safena em "Y", em 24% artéria radial em "Y" em 40%, e em 80% dos casos com "Y" da própria ATI. O acompanhamento pós-operatório incluiu exame clínico, prova de esforço e/ou cintilografia miocárdica. Em 14% foi realizada a coronariografia. As complicações mais freqüentes no pós-operatório foram atelectasia pulmonar em 16%, mediastinite em 4%, IAM transoperatório em 4%, SARA 4%, AVCI 2%, sendo a morbidade maior no grupo de pacientes do sexo feminino e com diabete melito. A mortalidade hospitalar foi de 2%. Apenas um paciente apresenta quadro de angina grau II da CCS. Podemos concluir com este estudo que a cirurgia de revascularização do miocárdio com o uso de enxertos compostos pode ser realizada com baixa mortalidade, permite maior número de anastomoses e proporciona excelente evolução pós-operatória a curto e médio prazos

Topics: Revascularização miocárdica/métodos, Artérias torácicas/cirurgia, Artéria radial/cirurgia, Diseases of the circulatory (Cardiovascular) system, RC666-701, Specialties of internal medicine, RC581-951, Internal medicine, RC31-1245, Medicine, R, DOAJ:Cardiovascular, DOAJ:Medicine (General), DOAJ:Health Sciences, Surgery, RD1-811
Publisher: Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular
Year: 1999
OAI identifier: oai:doaj.org/article:28bc40fc3fa54d7ebbfafabb77d4c489
Journal:
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